Eram meses, eram dias, eram momentos.
O tempo passava, a tristeza se exaltava, a angústia era constante.
Às vezes ela estava bem, às vezes ela estava mal. Bi-polaridade? Talvez. Até porque ela descobriu que sofria com isso.
Ela tinha tudo à sua volta (ou quase tudo!): pais presentes, família amorosa, amigos companheiros. Nunca passou por grandes dificuldades na vida (digo GRANDES dificuldades..porque vida sem dificuldade e sem obstáculos a serem ultrapassados não é vida!)
Apesar de estar rodeada por tudo, ainda se sentia vazia, triste, sufocada, à ponto de explodir.
Sempre que questionava à sua mãe, obtinha a mesma resposta: ‘Falta um algo mais aí. Algo que complete sua felicidade. Algo que faça você suspirar, que deixe seus pensamentos flutuarem, que faça você tremer as pernas e sentir saudade.’
Sim, ela se referia ao tal do amor. Mas não daquele amor de pai, mãe, irmão. Aquele amor ardente, tipo vermelho-paixão. Que te deixa idiota, e faz você sorrir sozinha. Aquele que transforma uma tarde de domingo monótona e sem graça em coisa do outro mundo. Aquele que te faz enxergar o rosto de alguém em qualquer detalhe, que faz você brisar com uma música que a lembre também. E se o caso for pros mais velhos..aquele que te faz planejar seu futuro e sua vida ao lado de alguém.
Depois do alerta dado pela mãe, ela começou a pensar em cada uma das palavras. Começou a analisar, prestar atenção, procurar. Mas como já dizem por aí (e é a mais pura verdade..fatíssimo!), quanto mais procuramos, mais demoramos a encontrar. Tudo nessa vida acontece repentinamente. Logo, o tal do destino é e sempre será o encarregado por grande parte das coisas.
Ela procurou, procurou, procurou. Não encontrou.
Procurou, procurou, procurou, mas continuava não encontrando os tais dos suspiros, tremidas nas pernas, pensamentos flutuantes e tudo mais. A tristeza voltava, a insatisfação também, a vontade de mudança na vida mais ainda.
Eis que quando ela menos esperava, e de onde ela menos esperava, o negócio surgiu. E surgiu da maneira mais aconchegante possível. De alguém que sempre esteve alí. SEMPRE!
Alguém que era amigo, companheiro. Parceiro de longas conversas. LONGAS! Que mesmo ela não enxergando, fez parte de vários momentos importantes.
Sim, finalmente ela havia acordado e encontrado o amor-louco-que-bambeia-as-pernas-e-faz-suspirar-e-tudo-mais!
TO BE CONTINUED!
(Sem nexo, mesmo)
WHEN?
SOMEDAY!
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